Episódio ocorreu na cidade de Figueirão; servidora em questão é concursada e deve retomar função de auxiliar administrativa
O promotor de Justiça do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Gustavo Henrique Bertocco de Souza, instaurou inquérito para investigar por que a prefeitura de Figueirão (cidade de 3,5 mil habitantes, a 257 km de Campo Grande) remanejou uma servidora pública concursada como auxiliar administrativa para ocupar a função de Gerente de Controle, em janeiro passado. Para o promotor, o ato da prefeitura caracteriza desvio de função e isso viola os princípios constitucionais.
Consta no inquérito de Bertocco de Souza, que a servidora, já há 18 anos servidora da prefeitura de Figueirão, ocupa=se do cargo de chefia do controle interno por um ato optativo do prefeito, “sem amparo em lei específica ou concurso público para a função”.
Para o MPMS, o cargo de Controlador Interno exige qualificação técnica, autonomia e independência, sendo incompatível com designações precárias ou comissionadas.
Para sustentar o inquérito, o promotor menciona trecho de jurisprudência fixada do STF Supremo Tribunal Federal) e aplicada pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), que entravam a ocupação de cargo em questão por agentes políticos ou servidores comissionados, exigindo que o posto seja preenchido por um servidor de carreira aprovado em concurso próprio para a função.
O MPMS, no inquérito, manda recado ao prefeito Juvenal Consolaro, PSDB, em que pede a suspensão imediata da recondução da servidora em desvio de função e, num prazo de dois meses, conceba por lei o cargo efetivo de “Controlador Interno”, com formação superior em áreas como Direito, Contabilidade ou, então, Administração.
O promotor, pede, também, que o município em questão, promova um concurso público para preencher a vaga. Do contrário, a prefeitura pode cair numa ação por ato de improbidade administrativa, crime que pode conduzir o nome de Juvenal a conhecida ficha suja.
Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!
Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!
E pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.
Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.
Fonte: Midiamax